Uma Dramática Aventura Literária nas pandemias na história
Mauricio Paroni

Uma Dramática Aventura Literária nas pandemias na história

Com Mauricio Paroni
De 27 de julho a 17 de setembro de 2020
Encontro online às segundas e quintas, das 19h30  às 22h30 via Zoom.
Login e senha Zoom serão postados aqui e enviadas por  e-mail.


Serão enfocados alguns grandes clássicos da literatura ocidental, nos quais a praga é um lugar literário que aparece em vários aspectos: como relato de um historiador, como um aviso ao homem para onde não se deixar levar, oprimido pelo medo da morte, como um sinal da fragilidade do homem e uma metáfora para o mal da vida e do mal governo durante o flagelo. 

O critério dos clássicos não foi geográfico, mas narrações onde existe um vírus ou uma bactéria na trama. 

São os seguintes:

1. Universo mítico antigo: 

a. Homero, na Ilíada, descreveu uma "doença feroz", um castigo divino do deus Apolo que ataca os gregos por causa de Agamenon, culpado de ter ofendido o pai Crise;

b. Tucídides; Narração da segunda guerra do Peloponeso, em  que a peste  (provavelmente uma epidemia de varíola) vitimou  cidade, até seu  líder Péricles, determinando a vitória dos Espartanos. 

c. Lucrécio (Roma antiga), releu o episódio no VI livro de De Rerum Natura, livro VI, versículos 1138-1286, escrito século I A.C.: o poeta e filósofo fala de fenômenos naturais e conclui seu tratamento sobre a origem e a propagação de doenças, concentrando-se principalmente na praga, desenhando Tucídides como modelo. 

d. Da Bíblia e do livro do êxodo: explanação das sete pragas do Egito até a travessia do Mar Vermelho, determinando a formação da identidade do povo judeu, além de ser um manual de resistência cultural e estratégica sob opressão.


2. Giovanni Boccaccio, "O Decamerão" - explanação e exercícios sobre este clássico do Renascimento Italiano que é uma das línguas formativas do universo de nossa língua portuguesa/brasileira. Narra a peste, importada do norte da China, que perturba Florença em 1348 e se espalha da península balcânica por toda a Europa.


3. Daniel Defoe, "Diário do ano da peste" escreveu a primeira obra de ficção moderna dedicada à epidemia. O livro, publicado em 1722, lembrava a doença que havia afetado Londres em 1665 e da qual o autor havia testemunhado quando criança, mas acuradamente pesquisado e escrito quando se tornou adulto. 


4. a. Alessandro Manzoni, "Os noivos" e a narrativa da peste milanesa de 1630. A exposição feita por Manzoni dos eventos, a pesquisa documentada das causas, das responsabilidades e da situação de Milão. 

b. Alan Poe, "A máscara da morte vermelha", explanação e exercícios sobre essa narração ficcional.


5.Albert Camus 

a. "A Peste", romance metafórico sobre uma cidade feliz atacada pela doença, sua resistência e suas capitulações.

b. "Estado de Sítio", a sua dramaturgia do romance anterior.


6.a. Gabriel García Márquez, "O Amor nos Tempos do Cólera", descreveu os horrores de uma epidemia, onde há mais sentimento e mais esperança do que pânico. A epidemia é o pano de fundo de uma história de amor de conto de fadas ou melhor de um "cataclismo de amor". 

b. José Saramago, o "Ensaio sobre a cegueira". A cegueira narrada é uma epidemia sem lugar. Atemporal, sem rostos e sem nomes, mas mais que uma doença, é um estado de ser, que tem suas raízes no homem, na falta de solidariedade que cega o ser humano, até quando eles vêem. 


7. Valencio  Xavier, "O mez da grippe", livro fora de catálogo e caado na atual  pandemia por traçar um paralelo inquietante com a gripe espanhola de 1918; também pela forma que sugere uma narração a ser ‘editada” pelo leitor – o que se presta particularmente bem às atividades praticas propostas por este curso.


8. Estórias individualmente pulverizadas para serem narradas da  Aids, uma das doenças mais letais da história recente sempre apareceu com excessiva economia na literatura. Segundo a OMS, a Aids matou 32 milhões de pessoas no mundo, no entanto, mais do que como um evento histórico, foi protagonista de romances relacionados à intimidade e drama pessoal, quase nunca representada como uma catástrofe coletiva da humanidade.


Orientador: Mauricio Paroni

Masculinidades na cena do Grupo Magiluth

Masculinidades na cena do Grupo Magiluth

O curso discute subjetividades e masculinidades no teatro pernambucano, a partir de uma análise das peças “Viúva, porém honesta” e “Aquilo que o meu olhar guardou para você”, do Grupo Magiluth. Levando em consideração contextos históricos, culturais e políticos que permeiam a obra de um dos principais coletivos teatrais do Recife deste século, os encontros abordam temas ligados a gênero, sexualidade, teatralidade e performatividade. 

Haverá  1 encontro semanal, às sextas-feiras, via Zoom.

As informações  serão publicadas qui e também seguirão por email.


 DRAMATURGIA EM miniatura: pequenos TEXTOS PARA PALCOS diminutos
Alessandro Toller

DRAMATURGIA EM miniatura: pequenos TEXTOS PARA PALCOS diminutos

A forma breve. Aulas com leituras e discussão de conteúdos sobre dramaturgia em textos teatrais de curta extensão. Criação de "peças em miniatura" pelos participantes.

Diálogos sobre encenação contemporânea
marie ikonomidisJuan Sebastian Peralta

Diálogos sobre encenação contemporânea

A partir do intercâmbio com diretores brasileiros e estrangeiros, que participam por meio de entrevistas em vídeo, o curso visa aprofundar a compreensão sobre as ferramentas e estratégias próprias do trabalho da direção cênica.

Orientador: Juan Peralta

 Introdução à escrita ficcional
Marcio Aquiles

Introdução à escrita ficcional

O curso é direcionado para jovens que têm interesse na escrita literária. Serão abordados técnicas ficcionais e procedimentos narrativos usualmente necessários para a composição de textos com sofisticação formal e alta inventividade. O foco será na prosa, contudo haverá componentes de estudo em poesia e teatro também. Os estudantes irão redigir textos e ter seu material avaliado pelo orientador, sempre em busca de um aprimoramento da escrita. Haverá também leitura de contos, poemas e peças teatrais. 

Orientador: Marcio Aquiles